Internet, redes sociais e democracia

Internet, redes sociais e democracia

Nossa comunicação,
colaboração e cooperação não se
baseiam apenas no comum, elas
também produzem o comum, numa
espiral expansiva de relações.
M. Hardt e A. Negri, Multidão

Howard Rheingold definia, já em 2002, o fenômeno das mobilizações constituídas por pessoas capazes de agirem juntas sem mesmo se conhecerem. Em seu livro Smart Mobs: The Next Social Revolution, ele descreve experiências das chamadas mobilizações inteligentes com suas características possibilidades de colaboração em redes virtuais, até então inéditas, através de dispositivos com capacidade de telecomunicação, o que inclui telefonia celular e tecnologia móvel ou computação portátil sem fio (wireless).

Na época, a internet não era tão reconhecida como meio de comunicação privilegiado no cenário mundial como é hoje. As comunidades na rede digital eram apropriadamente chamadas “virtuais”, pois praticamente não tinham visibilidade fora do âmbito do ciberespaço.

O que Rheingold nos explicava, então, era que a introdução da mobilidade tecnológica havia gerado possibilidades de operar mudanças significativas na maneira como as cidades e seus habitantes se organizavam e interagiam.

Esses poucos anos da publicação da primeira edição de Smart Mobs, e sobretudo com a inauguração da Web 2.0 – e suas características de múltiplas interatividades – foram definindo com maior clareza a capacidade que a internet tem de agir em praticamente todos os setores da vida individual e da sociedade.

Se, nesse mundo de conexões com comunicação instantânea, muitos conceitos tornam-se rapidamente desatualizados ou se esgotam conforme novas práticas on-line vão se inaugurando, esse não é o caso das mobilizações coletivas de Rheingold. As discussões em torno delas permanecem atuais, porque englobam tanto as diferentes formas de utilização das tecnologias digitais quanto as de telecomunicação, que a cada dia vão se aperfeiçoando e também trazendo diminuição para os custos e, consequentemente, facilitam o acesso a todas as classes sociais e faixas etárias.

A foto na rua, o vídeo no celular, o envio de mensagens de texto por SMS, por e-mail e para blogs, entre outras possibilidades instantâneas, são utilizados, por exemplo, para marcar ou desmarcar encontros em cima da hora, avisar sobre acidentes, trânsito, congestionamento, manifestações públicas e outras ocorrências na cidade entre duas e até centenas de pessoas simultaneamente. Assistimos todos os dias, nos meios de comunicação tradicionais, à maneira como esses registros realizados por amadores alimentam as reportagens da grande mídia.

suas características possibilidades de colaboração em redes virtuais, até então inéditas, através de dispositivos com capacidade de telecomunicação, o que inclui telefonia celular e tecnologia móvel ou computação portátil sem fio (wireless).

Na época, a internet não era tão reconhecida como meio de comunicação privilegiado no  cenário mundial como é hoje. As comunidades na rede digital eram apropriadamente chamadas “virtuais”, pois praticamente não tinham visibilidade fora do âmbito do ciberespaço.

O que Rheingold nos explicava, então, era que a introdução da mobilidade tecnológica havia gerado possibilidades de operar mudanças significativas na maneira como as cidades e seus habitantes se organizavam e interagiam.

Esses poucos anos da publicação da primeira edição de Smart Mobs, e sobretudo com a inauguração da Web 2.0 – e suas características de múltiplas interatividades – foram definindo com maior clareza a capacidade que a internet tem de agir em praticamente todos os setores da vida individual e da sociedade.

Se, nesse mundo de conexões com comunicação instantânea, muitos conceitos tornam-se rapidamente desatualizados ou se esgotam conforme novas práticas on-line vão se inaugurando, esse não é o caso das mobilizações coletivas de Rheingold. As discussões em torno delas permanecem atuais, porque englobam tanto as diferentes formas de utilização das tecnologias digitais quanto as de telecomunicação, que a cada dia vão se aperfeiçoando e também trazendo diminuição para os custos e, consequentemente, facilitam o acesso a todas as classes sociais e faixas etárias.

A foto na rua, o vídeo no celular, o envio de mensagens de texto por SMS, por e-mail e para blogs, entre outras possibilidades instantâneas, são utilizados, por exemplo, para marcar ou desmarcar encontros em cima da hora, avisar sobre acidentes, trânsito, congestionamento, manifestações públicas e outras ocorrências na cidade entre duas e até centenas de pessoas simultaneamente. Assistimos todos os dias, nos meios de comunicação tradicionais, à maneira como esses registros realizados por amadores alimentam as reportagens da grande mídia.

Guzzi, Adriana AraújoWeb e Participação - A Democracia no Século XXI 

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